Copom mantém Selic em 13,75% e encerra cortes

Na quarta‑feira, 04/11/2026, o Copom do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, encerrando uma série de cinco reduções sucessivas. A medida refletiu a expectativa do mercado, que já previa a manutenção diante da reprecificação dos ativos após a reeleição do presidente Lula. Tadeu Arantes, head de alocação da Ghia Multi Family Office, afirmou que a reunião foi 100% baseada no resultado eleitoral e que a inflação ainda está acima da meta, limitando espaço para novos cortes. Matheus Villela, da Aware Investments, alertou que um corte agora poderia ser interpretado como leniência, gerando nova pressão sobre juros longos e o dólar. Marcelo Boragini, da Davos Investimentos, destacou que as reações de dólar, bolsa e títulos públicos dependem mais das expectativas futuras de juros do que da decisão atual. Os especialistas apontam risco de estagflação, com inflação persistente, juros elevados e potencial de depreciação cambial, recomendando que investidores não baseiem mudanças de carteira em um único encontro do Copom.

Análise

A decisão do Copom de 04/11/2026 define que a taxa Selic permanecerá em 13,75% até nova avaliação. O desfecho dependerá dos próximos indicadores de inflação (IPCA) e do relatório de contas públicas, ambos previstos para publicação em dezembro de 2026, que confirmarão se a pressão inflacionária persiste e se o déficit nominal exige manutenção da política restritiva.

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