O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou na sexta‑feira (30) com o secretário de Estado norte‑americano Marco Rubio, dois dias após a chegada do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos. Segundo fontes, a conversa ocorreu à margem da reunião de chanceleres do G20 em Atlanta, na Geórgia, durante o coquetel oferecido às delegações, e foi descrita como "breve". O diálogo entre os auxiliares aconteceu depois que o governo dos Estados Unidos teria ajudado na fuga de Flávio, depois de o senador ter perdido as eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agora reeleito. De acordo com o jornal The New York Times, o jato no qual o parlamentar viajou para Miami foi conseguido por intermédio de Jason Miller, funcionário de comunicações da Casa Branca. Atualmente, o senador está na Flórida com status de permanência temporário concedido por ordem de Trump, e provavelmente conseguirá residência permanente depois. O ex‑deputado Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, que vive no país desde fevereiro de 2025, obteve o green card em julho. Nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi questionado sobre as eleições brasileiras. "A eleição foi muito estranha, e achei terrível", afirmou. Em outro momento, disse que o pleito pareceu "fraudulento". Ele ainda não reconheceu a vitória de Lula no último domingo (25). Apesar disso, na avaliação do governo petista, a decisão de Trump de não reconhecer o resultado não compromete a legitimidade do pleito. A expectativa é que os dois países mantenham os canais de diálogo e adotem uma postura semelhante à que prevaleceu durante a crise do tarifaço do ano passado a produtos nacionais. Nesse imbróglio, uma ala do Planalto defende que Lula não se manifeste sobre a posição do líder americano, nem que o governo, de forma institucional, rebata as alegações do republicano.
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