Durante uma entrevista ao CNBC, Mary Daly, presidente do Fed de San Francisco, disse que espera que o banco central precise apertar a política monetária ainda mais, mas que a data e o montante exato ainda não foram decididos. Ela ressaltou que a decisão dependerá de todas as variáveis que chegam ao banco central. O pronunciamento foi feito no mesmo dia em que o Bureau of Labor Statistics divulgou que a economia dos Estados Unidos adicionou 165.000 empregos em outubro, enquanto a taxa de desemprego caiu para 4,1 %. Esses números superaram em quase três vezes a estimativa do Dow Jones. Daly descreveu os dados como "boas notícias para os trabalhadores americanos", mas destacou a pressão inflacionária sobre as finanças domésticas, já que os salários horárias médios subiram 3,1 % ao ano em outubro, enquanto a inflação do índice de preços ao consumidor em setembro foi de 3,7 %. Ela acrescentou que, embora o mercado de trabalho permaneça estável, os salários reais estão caindo porque não acompanham a inflação. O Comitê Federal de Mercado Aberto aumentou a taxa de referência em 0,25 ponto percentual em setembro para 3,75 %‑4 %, mas recuou no último encontro, preferindo aguardar mais informações antes de decidir a próxima ação. Daly afirmou que ainda prefere uma abordagem gradual e que votará no comitê no próximo ano.
A decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) nas próximas reuniões, previstas para dezembro de 2026 e janeiro de 2027, definirá se haverá novos aumentos de juros ou manutenção da taxa atual, com base nos indicadores de inflação e mercado de trabalho divulgados nesses períodos.
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