A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projeta um crescimento do PIB global de 2,9% para 2026, indicando uma resiliência inesperada que deve se estender até 2027. No entanto, o relatório aponta que o aumento dos custos de energia eleva os custos de produção e transporte, enquanto as mudanças nas tarifas comerciais criam barreiras, afetando a oferta e demanda globais. Para o investidor brasileiro, o cenário sugere volatilidade no câmbio (USDBRL $5.1804) e cautela com ativos domésticos sensíveis ao comércio global, como empresas de logística e varejo. Bancos centrais e governos podem ser compelidos a reavaliar suas políticas monetárias e comerciais para mitigar os choques inflacionários e as disrupções nas cadeias de suprimentos. Historicamente, períodos de aumento de custos de energia e guerras comerciais, como a disputa EUA-China em 2018-2019, resultaram em desaceleração do crescimento do comércio global em aproximadamente 2% a 3% ao ano. A próxima revisão das projeções da OCDE e os dados de inflação de produtores (PPI) e balança comercial nos principais blocos econômicos serão cruciais para monitorar a evolução desses riscos. No médio prazo (6-12 meses), a resiliência projetada dependerá da capacidade dos países de absorver os choques de custos e da estabilização das relações comerciais, com um cenário base de crescimento moderado, mas com risco de desaceleração.
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