Interpol prende 1.462 suspeitos em operação contra fraude em investimentos, mineração ilegal de criptomoedas, ransomware

A Interpol publicou nesta quinta-feira (22) os resultados da Operação Serengeti III. A ação resultou na prisão de 1.462 suspeitos, na desarticulação de 10.909 redes maliciosas e na recuperação de US$ 105 milhões em fundos ilícitos. Dentre os crimes combatidos estão fraudes em investimentos, phishing, ransomware e mineração ilegal de criptomoedas. No total, as autoridades policiais descobriram 65.929 vítimas que foram alvo dessas redes criminosas. Já os prejuízos ultrapassam a faixa de US$ 385 milhões. Criminosos estão explorando a tecnologia para fazer vítimas, diz diretor de Cibercrime da Interpol Embora a Operação Serengeti III tenha sido realizada entre os dias 29 de junho e 31 de agosto de 2026, a Interpol revelou os números da ação somente nesta quinta-feira (22). Realizada na África, a ação contou com o apoio de forças policiais de 21 países. Além disso, parceiros do setor privado também ajudaram com informações de inteligência para identificar os alvos e mapear redes criminosas. Neal Jetton, diretor de Cibercrime da Interpol, destaca que os criminosos estão se aproveitando da tecnologia para fazer cada vez mais vítimas, mas que as autoridades estão enviando uma mensagem clara para eles. “As redes de cibercrime operam sem respeitar fronteiras, explorando a tecnologia para atingir vítimas em uma escala sem precedentes. A Operação Serengeti III reforça uma mensagem clara: embora o cibercrime esteja cada vez menos limitado por fronteiras, a cooperação internacional continua sendo uma das ferramentas mais eficazes para desarticular redes criminosas, recuperar ativos provenientes de crimes e proteger as comunidades contra danos digitais.” Dentre os destaques está uma fazenda ilegal de mineração de criptomoedas na Angola. “Em Angola, os investigadores desmantelaram dois centros ilegais de mineração de criptomoedas, prenderam nove suspeitos e apreenderam mais de 2.000 equipamentos de mineração de criptomoedas, além de seis estações ilegais de transformação de energia. Somente a infraestrutura elétrica apreendida foi avaliada em mais de US$ 1 milhão.” Interpol mostra pilha de ASICs usadas para mineração de Bitcoin apreendidas em Angola. Fonte: Interpol/Reprodução. Fazenda de mineração contava com estações ilegais de transformadores de energia para alimentar a operação. Fonte: Interpol/Reprodução. Golpes de investimentos, phishing e outras fraudes também foram desmanteladas Na sequência, a Interpol aponta que uma investigação separada na Nigéria levou à descoberta de uma operação de phishing em larga escala e comprometimento de e-mails corporativos. No total, os criminosos tinham registros de 2,1 milhões de endereços de e-mail. Um golpe de investimentos foi descoberto no mesmo país. “Uma investigação separada teve como alvo um esquema internacional de fraude em investimentos promovido por aplicativos de mensagens e levou à prisão de um suspeito. Investigações financeiras identificaram a movimentação de mais de US$ 2,4 milhões em recursos suspeitos de origem criminosa, grande parte dos quais foi lavada por meio de transações com criptomoedas.” Os países participantes da operação foram África do Sul, Angola, Benim, Camarões, Congo, Costa do Marfim, Essuatíni, EUA, Gabão, Gâmbia, Gana, Quênia, Moçambique, Nigéria, República Democrática do Congo, Ruanda, Senegal, Tanzânia, Uganda, Zâmbia e Zimbábue. Fonte: Interpol prende 1.462 suspeitos em operação contra fraude em investimentos, mineração ilegal de criptomoedas, ransomware e outros crimes Veja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.

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