O dólar à vista atingiu R$5,20, impulsionado por fatores externos e uma nova pesquisa, após ter encerrado a sessão de sexta-feira em baixa de 0,19%, aos R$5,1834. A valorização da moeda americana ocorre em cenários de aversão ao risco global ou quando há incertezas domésticas, atraindo capital para ativos considerados mais seguros. O aumento do USDBRL eleva a pressão inflacionária no Brasil, podendo influenciar a política monetária do Banco Central e o patamar da taxa Selic. Bancos centrais globais monitoram o fortalecimento do dólar, que pode impactar fluxos de capital e a estabilidade de mercados emergentes. Em 2020, o dólar atingiu picos históricos no Brasil, superando R$5,90, em meio à pandemia, refletindo uma fuga global para a segurança da moeda americana. A próxima divulgação de dados de inflação e o cenário político interno serão cruciais para a direção do câmbio. No médio prazo, a persistência de incertezas externas e a evolução das pesquisas domésticas podem manter o dólar em patamares elevados.
Nas próximas 2-4 semanas, o dólar deve permanecer volátil, com viés de alta, testando a resistência de R$5,20-R$5,25, especialmente se os dados de inflação nos EUA surpreenderem para cima ou se houver novas pesquisas com resultados incertos no Brasil. Um recuo abaixo de R$5,18 seria um sinal de alívio, mas o cenário de incerteza global e doméstica sugere cautela.
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