O dólar opera com estabilidade hoje, com o mercado focado na divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) na quarta-feira, após dados de mercado de trabalho mais fracos que o esperado na sexta-feira. A fraqueza nos dados de emprego aumenta a sensibilidade do mercado ao CPI, pois um resultado abaixo do esperado pode reforçar a tese de desinflação e acelerar as expectativas de corte de juros pelo Fed. Um CPI fraco tenderia a pressionar o dólar global e beneficiar ativos de risco, enquanto um CPI forte poderia impulsionar o dólar e pressionar as bolsas. Para o investidor brasileiro, um dólar global mais fraco resultaria em apreciação do real contra a moeda americana, impactando positivamente empresas exportadoras e negativamente importadoras. Em março de 2022, dados de CPI acima das expectativas levaram a uma alta de ~2% no DXY em um único dia e quedas significativas nos índices de ações, exemplificando a volatilidade associada a esses relatórios. O principal gatilho de curto prazo é a divulgação do CPI na quarta-feira, que determinará a direção do dólar e as expectativas de política monetária nos EUA. No médio prazo (4-6 semanas), a trajetória do dólar estará atrelada à sequência de dados de inflação e à retórica dos membros do Fed sobre a sustentabilidade da desinflação e o timing dos cortes.
Nas próximas 24-72 horas, o mercado permanecerá em modo de espera até a divulgação do CPI na quarta-feira. Se o dado surpreender para baixo, o DXY pode desvalorizar para a faixa de 98.5-99.0, impulsionando ativos de risco e o BRL. Um CPI forte, por outro lado, levaria o DXY a testar 100.5-101.0, pressionando as bolsas e o real. No médio prazo (2-4 semanas), a direção do dólar será determinada pela reavaliação das expectativas de política monetária do Fed.
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