De janeiro a setembro de 2026, a absorção líquida de galpões de alto padrão em São Paulo atingiu 1,56 milhão m², acima dos 1,43 milhão m² de 2025, segundo a consultoria Newmark. Os FIIs de logística tiveram queda média de 8,3 % no ano até outubro, o pior desempenho entre os principais segmentos, de acordo com levantamento da Quantum Finance; o IFIX recuou 3,41 %. O valor médio pedido pelos galpões atingiu R$ 37,6 / m²‑mês no 3º trimestre, alta de 25 % em relação a R$ 30,1 do mesmo período de 2025, e a vacância encerrou setembro em 4,3 %. Em outubro, R$ 3,04 bilhões foram negociados nos FIIs de logística, o maior volume financeiro do mês, mas os 12 fundos do setor caíram 4,5 % no mês e recuaram 7,6 % nos últimos 120 dias. Artur Losnak, head de análise da Zagros Capital, explicou que o preço das cotas responde ao juro longo, não ao aluguel, pois o FII de tijolo é precificado contra a NTN‑B; quando o yield real do Tesouro sobe, o mercado exige rendimento maior, derrubando o preço. Arthur Vieira, especialista em fundos imobiliários, observou que o ativo financeiro reage rapidamente à dinâmica dos juros, enquanto os ativos imobiliários sofrem impacto mais estrutural e lento. Em 26 de outubro, o IFIX caiu 5,68 % após a eleição de Lula, uma das maiores quedas diárias da história do índice; todos os principais segmentos de FIIs fecharam o mês no vermelho. As taxas dos títulos Tesouro IPCA+ subiram entre 0,86 e 1,17 ponto percentual na semana seguinte à votação, terminando outubro entre IPCA + 7,28 e 7,89 % ao ano, enquanto no início do mês variavam entre IPCA + 6,55 e 6,68 %. O Tesouro Nacional cancelou leilões e recomprou títulos para dar liquidez ao mercado, mantendo a Selic em 13,75 % ao ano. O fundo negociava abaixo do valor dos imóveis, com FIIs de logística cotados a 0,79 vezes o valor patrimonial em outubro, um desconto de cerca de 21 %, segundo a Quantum Finance.
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