Donald Trump, ex-presidente dos EUA, pediu publicamente que o presidente ucraniano Zelenskiy interrompa os ataques às refinarias russas. Simultaneamente, Trump defendeu a instalação de um novo líder na Ucrânia, sinalizando uma guinada em sua abordagem sobre o conflito. Este posicionamento, vindo de uma figura política de alto perfil, tem o potencial de reconfigurar as expectativas sobre o apoio dos EUA à Ucrânia e sobre o curso da guerra. O mecanismo econômico principal reside na descompressão do prêmio de risco geopolítico, que afeta diretamente os preços de commodities como petróleo e gás natural, além de influenciar os orçamentos de defesa. Empresas dos setores de energia e defesa seriam as primeiras a sentir o impacto. Para o investidor brasileiro, a queda nos preços globais do petróleo, por exemplo, poderia aliviar a pressão inflacionária doméstica e beneficiar empresas aéreas, mas prejudicaria as petroleiras locais. O desfecho dependerá da evolução das negociações de paz e da dinâmica política nos EUA, especialmente com as próximas eleições.
Acompanhar os desdobramentos das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, bem como a recepção das declarações de Trump por outros líderes globais e as pesquisas para as próximas eleições nos EUA. A volatilidade dos preços do petróleo (Brent e WTI) e do gás natural (TTF) será um indicador-chave da percepção do mercado sobre a desescalada. Observar também os próximos pronunciamentos de figuras políticas relevantes e o impacto nas políticas de defesa.
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