O voo particular que transportou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) da Argentina para os Estados Unidos custou US$ 150 mil, equivalente a cerca de R$ 817 mil na cotação da sexta-feira, e foi pago por um intermediário do mercado de aviação norte‑americano. O empresário argentino Luis Grande, proprietário da Baires Fly, informou à agência AFP que recebeu o pagamento de um profissional que atua na contratação e comercialização de voos privados, com quem mantém relações há dez anos. O dinheiro foi enviado de uma conta empresarial nos EUA para uma instituição bancária argentina. Grande não revelou a identidade do intermediário. Jornais americanos, The New York Times e The Wall Street Journal, publicaram reportagens sobre a participação de Jason Miller, integrante da equipe de comunicação do presidente dos EUA, Donald Trump, na organização da viagem de Flávio. Segundo o New York Times, Miller providenciou o jato particular que transportou o senador, sua mulher e suas duas filhas da Argentina até Miami, na Flórida. O Wall Street Journal relatou que o assessor de Trump integrou um grupo de aliados que, com a colaboração do ex‑deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, organizou o fretamento da aeronave. A aeronave, um Gulfstream G400, foi solicitada inicialmente para segunda‑feira (26) e embarcou em 27, às 22h50 (horário de Brasília), no aeroporto de Porto Iguazú, na Argentina, próxima à fronteira com o Brasil. Após parada em Guayaquil, Equador, a aeronave seguia para Miami, nos EUA, às 23h52. A operação contou com o envolvimento de aliados do presidente argentino Javier Milei e de integrantes do governo Trump, incluindo o secretário de Estado americano Marco Rubio, que participou das providências relacionadas à documentação migratória. A saída ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar, no domingo (25), que Flávio entregasse seus passaportes em até 24 horas. A medida foi adotada em meio a investigações envolvendo o senador, após a Polícia Federal alertar para o risco de ele deixar o Brasil e permanecer no exterior. Na segunda‑feira (26), Flávio havia divulgado um vídeo afirmando que cumpriria a determinação judicial e negando a intenção de sair do país.
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