O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga a Produção Industrial de julho, enquanto nos Estados Unidos, o relatório ADP de emprego, o Livro Bege do Federal Reserve e os PMIs serão os destaques. A performance da indústria brasileira e os dados de emprego/atividade econômica dos EUA são mecanismos cruciais que influenciam diretamente as expectativas para as taxas de juros e o crescimento global. Para os ativos, uma produção industrial fraca no Brasil pode pressionar BOVA11 e empresas do varejo como MGLU3, enquanto dados robustos nos EUA podem fortalecer o dólar (USDBRL) e elevar os rendimentos dos Treasuries. O investidor brasileiro estará atento à correlação entre esses dados e a trajetória da Selic, bem como o impacto no câmbio, com o USDBRL sensível a ambos os cenários. Historicamente, surpresas em dados de emprego nos EUA, como em 2018, levaram a volatilidade significativa no S&P 500, com variações superiores a 1% no dia. Os próximos relatórios de inflação e as falas de membros do Fed serão os gatilhos a monitorar, com o horizonte de médio prazo ditado pela resiliência econômica global e pela postura dos bancos centrais.
Nas próximas 24-72 horas, os mercados reagirão diretamente às surpresas ou confirmações dos dados. Uma Produção Industrial brasileira positiva pode impulsionar o BOVA11 acima de 180.000 pontos. Nos EUA, um ADP fraco pode levar o SPY a testar $765. No médio prazo (1-4 semanas), o Livro Bege e os PMIs, se coerentes, consolidarão a narrativa econômica e ditarão a probabilidade da próxima decisão de juros do Fed (FOMC em 16/09) e do Copom.
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