O primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras, ocorrido no domingo, resultou na ida de Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo turno. O pleito foi mais acirrado do que as pesquisas indicavam, gerando incerteza sobre o cenário político. A expectativa de um resultado mais apertado e a necessidade de um segundo turno aumentam o prêmio de risco percebido por investidores, que buscam clareza sobre a futura política econômica, especialmente em relação à disciplina fiscal e reformas. Em eleições passadas no Brasil, como em 2014, resultados de primeiro turno com surpresas ou desfechos apertados levaram a oscilações significativas no câmbio e na bolsa no dia seguinte, com o dólar chegando a subir mais de 3% e o Ibovespa caindo mais de 5% em certas ocasiões. O próximo gatilho será o início da campanha eleitoral para o segundo turno e as pesquisas de intenção de voto divulgadas nas próximas semanas. O desfecho final dependerá da capacidade dos candidatos de consolidar apoio, apresentar propostas econômicas críveis e mitigar a percepção de risco fiscal, influenciando diretamente a confiança dos mercados.
A definição do desfecho dependerá do teor das propostas econômicas apresentadas pelos candidatos para o segundo turno e da reação das pesquisas de intenção de voto, que serão divulgadas ao longo das próximas semanas até a votação em 25 de outubro.
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