Mais de 70 drones foram abatidos em direção a Moscou desde a meia-noite, segundo cálculos da agência TASS e confirmação de Sergey Sobyanin sobre equipes de emergência atuando nos locais de queda dos destroços. A intensificação dos ataques aéreos sobre a capital russa sinaliza uma escalada significativa do conflito, aumentando a percepção de risco geopolítico e impactando a confiança dos investidores em mercados emergentes e na Europa. Ativos de defesa como RHM (Alemanha) e LMT (EUA) podem ver demanda crescente, enquanto o real brasileiro (BRL) e empresas com exposição a mercados emergentes podem sofrer pressão. Para o investidor brasileiro, o aumento da aversão global ao risco pode levar a uma saída de capital de mercados emergentes, pressionando o USDBRL para cima e o IBOV para baixo, apesar do recente rali. Bancos centrais globais e governos de potências ocidentais devem monitorar a situação, com foco em potenciais impactos na inflação via commodities energéticas e agrícolas, e na estabilidade financeira. O aumento de tensões geopolíticas, como visto na invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, resultou em alta de 10-15% no Brent e 5-7% no ouro nas semanas seguintes, com o VIX subindo para 30-35 pontos. O acompanhamento da retórica oficial e da frequência de novos ataques a infraestruturas críticas será crucial nas próximas 48-72 horas. No médio prazo, a escalada pode consolidar um cenário de 'nova normalidade' de risco geopolítico, favorecendo setores de defesa e segurança cibernética, e mantendo prêmios em commodities.
Nas próximas 48-72 horas, espera-se um aumento da volatilidade em mercados de câmbio e commodities, com o USDBRL podendo testar a região de $5.15-$5.20 e o Brent podendo ultrapassar $98-100. Um gatilho para maior aversão seria um ataque retaliatório russo de grande impacto.
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