Os preços do petróleo registraram alta de aproximadamente US$ 2 em 3 de novembro, impulsionados por uma escalada nas hostilidades geopolíticas. O avanço ocorreu após uma autoridade iraniana declarar que um acordo para encerrar o conflito estava distante, e os Estados Unidos atacarem a ilha iraniana de Qeshm. Esse ataque, descrito por autoridades norte-americanas como uma ação defensiva para proteger embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, intensificou as preocupações com o risco ao abastecimento de energia. O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) subiu US$ 1,77, ou 1,83%, para US$ 98,23 por barril, enquanto os contratos futuros do petróleo Brent avançaram US$ 2,23, ou 2,13%, para US$ 107 por barril. Esses movimentos reverteram uma queda de mais de 7% observada em 2 de novembro, quando conversas entre autoridades iranianas e catarianas haviam gerado expectativas de paz. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Teerã deu uma "resposta firme e racional" a Washington, segundo a mídia estatal. Além disso, a Rússia e a Ucrânia relataram ataques mútuos a instalações energéticas, e uma reunião entre as delegações de ambos os países será organizada pelos Estados Unidos em Abu Dhabi nos dias 10 e 11 de novembro para discutir o fim da guerra.
A decisão sobre o desfecho do conflito e, consequentemente, sobre o prêmio de risco do petróleo, dependerá diretamente do resultado das negociações entre as delegações da Ucrânia e da Rússia, que ocorrerão em Abu Dhabi nos dias 10 e 11 de novembro de 2026. Paralelamente, a evolução das declarações de autoridades iranianas e americanas sobre o status das conversas de paz e a intensidade das operações militares no Estreito de Ormuz será crucial para determinar o risco de interrupção do fornecimento.
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