Um relatório da IBM indica que a tokenização de ativos está progredindo no setor bancário, mas apenas 8% das instituições estarão preparadas para as mudanças decorrentes até 2026. A tokenização promove a desintermediação financeira, permitindo transações diretas e eficientes de ativos digitais, o que pressiona os modelos de negócio tradicionais baseados em intermediários. Empresas como IBM (serviços de tecnologia) e fintechs como NU (Nubank) podem se beneficiar, enquanto bancos tradicionais como ITUB4 e BBDC4 enfrentam desafios para adaptar suas infraestruturas e estratégias. No Brasil, a transição para um mercado tokenizado pode acelerar a competição entre bancos digitais e incumbentes, forçando investimentos em tecnologia e novos serviços financeiros para evitar perda de market share. A disrupção potencial é comparável à introdução do internet banking nos anos 2000, onde bancos que investiram cedo em plataformas digitais ganharam vantagem significativa sobre os que demoraram a se modernizar. O próximo gatilho a monitorar é a evolução das regulamentações sobre ativos digitais e tokenização, especialmente com o avanço de iniciativas como o DREX no Brasil e as CBDCs globais. No médio prazo (2-3 anos), a tokenização deve redefinir a estrutura de custos e receitas do setor financeiro, favorecendo empresas com infraestrutura tecnológica robusta e modelos de negócio flexíveis.
Nos próximos 6 a 12 meses, a pressão sobre os bancos para desenvolver capacidades de tokenização aumentará significativamente, impulsionada por iniciativas regulatórias como o DREX e a crescente demanda por eficiência. Se a clareza regulatória avançar, veremos parcerias estratégicas e aquisições no setor, com IBM buscando contratos e fintechs como NU expandindo ofertas de ativos digitais. Contudo, a baixa prontidão geral (8%) sugere um período de transição desafiador e volátil para o setor bancário tradicional.
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