O Boletim Focus divulgou em 13 de outubro números que apontam para a retirada do prêmio eleitoral nas expectativas de inflação de longo prazo, indicando que os agentes de mercado já incorporam menor risco de alta inflacionária após o primeiro turno. O economista citado afirmou que se surpreenderia caso seus colegas já revisassem a inflação, mas os dados sugerem que a revisão já está em curso. Essa mudança reduz a pressão sobre o Comitê de Política Monetária, que pode considerar um caminho mais dovish nas próximas reuniões. O efeito se propaga ao custo de captação, ao spread bancário e ao valuation de ativos de renda fixa e de ações. Investidores devem observar a reação do mercado ao anúncio do Copom em 04/11, quando a taxa Selic será decidida, bem como a evolução das expectativas de inflação nos próximos boletins. O desfecho dependerá da confirmação da tendência nas próximas publicações do Focus e da resposta da política monetária ao novo cenário inflacionário.
A decisão do Copom em 04/11 sobre a taxa Selic e a publicação do próximo Boletim Focus em 20/10, que confirmarão a tendência de queda das expectativas inflacionárias.
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