Em 06/11/2026, o Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) realizou sua primeira reunião após a sanção da política nacional de minerais críticos pelo presidente Lula em setembro. Na sessão, foram aprovados 27 minerais que entrarão na lista de prioridade para apoio governamental. O texto da política prevê a criação de um fundo garantidor com capacidade de até R$ 5 bilhões para facilitar a concessão de crédito ao setor mineral. Além disso, foram estabelecidos créditos fiscais de até 20% dos valores pagos pelos projetos contemplados, com limite anual de R$ 1 bilhão entre 2030 e 2034, variando conforme o nível de agregação de valor no país. Entre os minerais críticos estão o lítio, que representa cerca de 8% das reservas mundiais, e o nióbio, responsável por 93,1% das reservas globais, além de cobalto, grafite e as terras‑raras, um grupo de 17 elementos essenciais para a indústria de tecnologia.
A efetiva liberação do fundo garantidor e a operacionalização dos créditos fiscais entre 2027 e 2028 definirão se o apoio regulatório se traduzirá em maior investimento no setor mineral.
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