Em 4 de junho, a China removeu tarifas de importação para 53 países africanos, exemplificado pela exportação de abacates do Quênia para o mercado chinês. Esta eliminação de barreiras tarifárias reduz custos para exportadores africanos, aumentando a competitividade e as margens de lucro de seus produtos no vasto mercado chinês. Ativos como o ETF AFK, focado na África, e produtores de commodities agrícolas como o cacau (COCOA) podem ver um aumento na demanda e nos preços. Empresas de logística (ZIM) que operam rotas África-Ásia também se beneficiam, enquanto plataformas chinesas (9988.HK) podem expandir sua oferta de produtos. O impacto para o investidor brasileiro é limitado, mas pode gerar concorrência em mercados de commodities onde o Brasil e a África são exportadores. Historicamente, acordos comerciais preferenciais, como a Lei de Crescimento e Oportunidade para a África (AGOA) dos EUA, resultaram em aumentos de até 300% no volume de exportações elegíveis em 5 anos. O próximo gatilho a monitorar será a divulgação de dados de balança comercial da China com a África nos próximos trimestres, para avaliar o volume real de aumento nas exportações. No médio prazo, a remoção de tarifas visa consolidar a China como o principal parceiro comercial da África, com potenciais investimentos em infraestrutura para facilitar o escoamento da produção.
Nos próximos 6-12 meses, espera-se que os volumes de comércio entre a África e a China apresentem um crescimento notável, com foco em produtos agrícolas e matérias-primas. O principal gatilho para confirmar essa tendência será o relatório da balança comercial sino-africana do Q3 e Q4 2026, com uma expectativa de aceleração do fluxo de capitais para projetos de infraestrutura e agronegócio africanos para aproveitar as novas condições.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real