China acelera desenvolvimento de energia solar térmica, mirando 15 GW até 2030

A China está intensificando seus esforços no desenvolvimento da energia solar térmica de concentração (CSP), uma tecnologia que gera eletricidade a partir do calor solar. O país estabeleceu uma meta de alcançar 15 gigawatts (GW) de capacidade instalada de CSP até 2030, um aumento significativo em relação aos 1,82 GW registrados em 2025, segundo a Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena). Essa iniciativa, liderada pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e pela Administração Nacional de Energia, visa consolidar a CSP como uma alternativa viável às energias solar fotovoltaica e eólica, especialmente pela sua capacidade de gerar eletricidade por até 11 horas após o pôr do sol, utilizando sais fundidos aquecidos a mais de 500 °C. Atualmente, a China ocupa a segunda posição mundial em capacidade instalada de CSP, atrás apenas da Espanha. Apesar da meta ambiciosa, a capacidade de CSP em 2030 ainda representará menos de 2% da capacidade solar fotovoltaica do país, que ultrapassa 1.200 GW. O governo chinês busca, com essa meta nacional, incentivar investimentos e reduzir os custos de geração, que são 2,6 vezes superiores aos da energia solar fotovoltaica. A longo prazo, o objetivo é que os custos da CSP se tornem comparáveis aos da energia produzida a partir de carvão. O Conselho de Eletricidade da China informou que 24 usinas de CSP foram concluídas até o final de junho, com outras 26 em construção.

Análise

O desfecho será definido pelo progresso da China na redução dos custos de geração da energia solar térmica de concentração (CSP), com a Administração Nacional de Energia e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma monitorando o avanço. Será fundamental observar os relatórios anuais sobre a capacidade instalada e a competitividade dos custos nos próximos anos, especialmente em relação à meta de 15 GW até 2030, que é um catalisador chave.

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