O que é o Ministério da Prosperidade, que Flávio Bolsonaro anunciou sem detalhar recursos e implementação?

Flávio Bolsonaro (PL) anunciou a criação de um Ministério da Prosperidade, pasta que prevê concentrar programas sociais do governo federal, profissionalização e empreendedorismo. A proposta segue sem explicar de onde virão os recursos, como será implementada e quais poderes terá o novo órgão. O Ministério da Prosperidade foi lançado na campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro para o segundo turno e, por isso, não integra o plano de governo do político. Em vídeo de campanha divulgado nas redes sociais do candidato no dia 9 de outubro, o senador afirma que o Ministério é "para quem quiser estudar, fazer curso, empreender, ter crédito, abrir o seu próprio negócio, crescer e prosperar." Questionada pelo Valor sobre fonte de recursos, implementação e funcionamento, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que "essas e demais iniciativas serão aprimoradas durante o período de transição e ao longo do governo, a partir da estruturação das equipes técnicas e permanente diálogo com a sociedade e o Congresso Nacional." A campanha de Flávio afirmou que o projeto busca proteção e mobilidade social, a partir da articulação de programas sociais, como o Bolsa Família, e políticas de qualificação profissional, empreendedorismo e acesso ao crédito. Segundo o candidato, benefícios como o Bolsa Família seriam mantidos aos brasileiros, mas com o acréscimo de políticas para ajudar na geração de renda. No projeto de governo do candidato, o Bolsa Família teria um prazo de dois anos para o beneficiário abrir negócios ou aceitar emprego com carteira assinada. "Estão preservadas as proteções sociais. Quem está no Bolsa Família, vai ter uma regra de transição de dois anos para que possa abrir o seu negócio ou aceitar um emprego de carteira assinada. E um retorno automático, caso dê errado", afirmou Daniella Marques, responsável pelo plano de governo de Flávio Bolsonaro, à CBN Salvador na última segunda (19). No debate da Band, que ocorreu no último domingo (18), o candidato do PL disse que o projeto ajudará o eleitor a se qualificar, abrir a própria empresa e a prosperar, termo utilizado no nome do projeto para transmitir a ideia de evolução e melhora, segundo confirmou a campanha do senador. Ainda no debate da Band, o político associou o Ministério à renegociação de dívidas e à ampliação do crédito, ao afirmar que pessoas físicas terão as dívidas congeladas por seis meses, enquanto pessoas jurídicas terão o prazo de um ano. Caixa como Banco da Prosperidade Em comum com o projeto, há, no plano de governo de Flávio Bolsonaro, o "Banco da Prosperidade", que prevê equipar a Caixa com "crédito, orientação financeira, apoio ao empreendedorismo, habitação e regularização da casa." O objetivo do candidato do PL é que, através de plataforma física, digital e com inteligência artificial, o cidadão possa "construir patrimônio e realizar projetos". Além disso, o plano fala do programa Ganha-Ganha, que, a partir de uma adesão voluntária, facilitará o acesso ao crédito, juros menores e cashback para brasileiros que concluírem curso de qualificação, que formalizarem um negócio, que conseguirem um emprego ou que mantiverem as contas em dia. *Estagiária sob supervisão de Diogo Max

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