As 50 maiores empresas de mineração do mundo registraram um aumento de US$357 bilhões em seu valor de mercado durante o mês de agosto. Este rali impulsionou o valor total dessas companhias para mais de US$2,5 trilhões, um nível não visto desde fevereiro, quando o ouro estava sendo negociado mais de US$1.000 por onça acima dos patamares atuais. A recuperação beneficia diretamente mineradoras de metais básicos e industriais como VALE3, BHP e RIO, que viram suas ações valorizarem. Para o investidor brasileiro, o movimento fortalece empresas como VALE3 e CMIN3, que compõem parte relevante do Ibovespa, e pode impactar o câmbio via exportações. Historicamente, ralis setoriais semelhantes ocorreram em 2009-2010 pós-crise financeira, quando a demanda chinesa impulsionou minério de ferro e metais industriais. O próximo gatilho a monitorar são os dados de PMI industrial da China e EUA no final de setembro, que podem confirmar a sustentabilidade da demanda por commodities. No médio prazo, a contínua recuperação econômica global e investimentos em infraestrutura podem sustentar o momentum do setor de mineração, apesar da volatilidade esperada nos preços do ouro.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que o setor de mineração mantenha o momentum, especialmente se os dados de PMI global de setembro confirmarem a força da atividade industrial. Mineradoras de metais básicos e ferrosos como VALE3 (R$78.62) e RIO podem testar novas máximas de 2026, com o Brent ($95.83) acima de $95, sustentando a demanda por energia para o setor.
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