Zelensky reconheceu que a infraestrutura energética da Ucrânia sofreu danos extensos, resultando em cortes de energia programados pelo terceiro dia consecutivo devido a déficit de eletricidade. A interrupção reduz a oferta interna de energia, obrigando o país a buscar importação de combustíveis e aumentando a percepção de risco de oferta no mercado global de energia. O efeito chega ao investidor brasileiro por meio da cotação do dólar e dos preços de commodities, que influenciam a balança comercial e a inflação. O governo ucraniano e parceiros ocidentais já anunciaram apoio logístico, mas a notícia ainda não detalha reações de fundos ou gestores. Em 1990‑1991, a Guerra do Golfo elevou o preço do Brent de cerca de 18 para 30 dólares por barril, demonstrando como conflitos regionais podem impulsionar os preços de energia. O próximo gatilho será a divulgação, nas próximas semanas, do plano de reparos da rede elétrica ucraniana e das decisões de sanções energéticas da UE. O desfecho dependerá da velocidade de restauração da capacidade de geração e da evolução do risco geopolítico, que definirão se os preços de energia permanecerão elevados ou recuarão.
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