Em agosto, o endividamento das famílias brasileiras superou pela primeira vez a marca de 50% da renda acumulada em 12 meses, passando de 49,9% para 50,1%, reflexo dos juros elevados. O Banco Central informou que o comprometimento da renda mensal com o pagamento de dívidas subiu de 28,8% para 29%, o maior percentual da série iniciada em 2005. Em setembro, a inadimplência das pessoas físicas com recursos livres atingiu 8,1%, recorde, acima dos 8% de agosto. O Comitê de Política Monetária (Copom) reunirá na próxima semana para decidir a taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, em um contexto de consumo privado em queda de 0,4% no 2º trimestre. Analista Sara Paixão, da InvestSmart XP, alertou que a desaceleração econômica pode agravar ainda mais as finanças familiares. Bancos que operam com financiamento imobiliário, como Itaú Unibanco, elevaram a taxa mínima de 11,89% para 12,95% ao ano, seguindo tendência semelhante no Bradesco e no Santander.
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