O Ibovespa encerrou a quinta-feira (17) com alta de 0.24%, atingindo 185.992,03 pontos, após uma sessão de alta volatilidade que viu o índice cair até 1.24% devido à reação ao reajuste do Bolsa Família. A recuperação do mercado foi catalisada por VALE3, pela percepção de alívio nos juros futuros e pelo desempenho positivo em Wall Street. Esta dinâmica sugere uma reavaliação do prêmio de risco fiscal, favorecendo ativos de renda variável e fundos imobiliários. Para o investidor brasileiro, a queda dos juros futuros tende a aliviar o custo de capital para empresas e aumentar a atratividade de investimentos em ações. Um paralelo histórico pode ser traçado com 2017, quando reformas fiscais resultaram em queda de juros futuros e uma valorização de cerca de 15% do Ibovespa nos meses subsequentes. Os próximos gatilhos a monitorar incluem o calendário de dados de inflação e as futuras decisões do COPOM sobre a taxa Selic. No médio prazo, a sustentabilidade da política fiscal e a convergência da inflação serão cruciais para a manutenção do momentum positivo no mercado de ações brasileiro.
Nas próximas 2-4 semanas, o Ibovespa (185,992.03 pontos) deve consolidar acima de 185.000 pontos, com potencial de alta até 188.000-190.000, caso o sentimento de alívio fiscal se mantenha e os juros futuros continuem em trajetória de queda. O gatilho primário será a comunicação do governo sobre a política fiscal e os próximos dados de inflação.
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