Os contratos futuros de ouro na Comex avançaram significativamente, impulsionados por um Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos em junho que veio abaixo das projeções. Este dado diminuiu as apostas do mercado em mais aumentos da taxa de juros pelo Federal Reserve, um mecanismo que geralmente fortalece o dólar e os rendimentos de títulos. Consequentemente, houve um forte recuo nos rendimentos dos Treasuries e desvalorização do dólar no exterior, fatores que tradicionalmente beneficiam o ouro (GLD) e ativos de risco como Bitcoin (BTC). Para o investidor brasileiro, a queda do dólar (USDBRL) e a perspectiva de juros globais mais baixos podem atrair capital estrangeiro para a B3, favorecendo ações como ITUB4 e MGLU3. Historicamente, momentos de pivô dovish do Fed, como em 2019, resultaram em rallies significativos para o ouro e mercados emergentes. O próximo gatilho a monitorar será a próxima leitura do CPI e as declarações dos membros do FOMC sobre a trajetória da política monetária. No médio prazo, um Fed menos agressivo pode sustentar a alta de ativos de risco e enfraquecer o dólar globalmente.
Nas próximas 2-4 semanas, o ouro (GLD, atualmente $4068.90, apesar da queda no snapshot, a notícia aponta alta forte) deve manter a tendência de alta, podendo atingir a faixa de $4150-$4200 se a narrativa de juros mais baixos persistir. O dólar (DXY, atualmente 100.92) deve continuar sob pressão, podendo testar 100.00. O Bitcoin (BTC, atualmente $64,507) tem espaço para buscar $68k-$70k se o sentimento de risco-on se consolidar. O principal gatilho de aceleração ou reversão será a próxima divulgação do PCE e a postura do Fed na reunião subsequente.
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