A Meta Platforms (META) encerrou o terceiro trimestre de 2026 (3T26) com resultados acima das expectativas do mercado, impulsionada pela forte demanda publicitária e pelos ganhos de eficiência proporcionados por inteligência artificial (IA). No entanto, as ações da empresa chefiada por Mark Zuckerberg registram fortes perdas durante o pregão regular desta quinta-feira (22), com um recuo de mais de 8% perto das 11h30. Para os analistas do Safra, três fatores chamaram a atenção em meio ao balanço mais positivo. O primeiro foram os gastos crescentes e robustos com investimentos (capex), que somaram US$ 34,9 bilhões no trimestre — e que devem crescer ainda mais até o fim do ano. O segundo ponto de atenção foi o fluxo de caixa livre (FCF, na sigla em inglês) negativo e, US$ 2,1 bilhões no trimestre. Os analistas projetam que a companhia poderá permanecer com geração de caixa livre negativa até 2028 devido ao forte ciclo de investimentos em infraestrutura de IA. Por fim, o anúncio do lançamento de uma nova classe de ações sem direito a voto é visto como um movimento de preparação para futuras captações de recursos destinadas a financiar a expansão da capacidade computacional da empresa. O balanço da Meta Patforms (META) A receita avançou 26,1% na comparação anual, para US$ 64,6 bilhões, enquanto o lucro por ação ajustado atingiu US$ 7,40, superando as projeções. O negócio de publicidade seguiu como principal motor da companhia, com crescimento de 25,9% da receita publicitária, sustentado pelo aumento de impressões e pela valorização dos anúncios, especialmente na América do Norte. Do mesmo modo, a companhia informou que os sistemas de recomendação continuam elevando o tempo gasto em plataformas como Instagram, Facebook e Threads. O número de usuários ativos diários atingiu 3,64 bilhões, enquanto os Reels e o Threads seguiram apresentando crescimento de consumo em ritmo acelerado. Para o banco, isso reforça a capacidade da IA de ampliar o inventário publicitário e sustentar o crescimento da receita. Além da publicidade, a companhia destacou a rápida adoção do Muse, sua plataforma de agentes de inteligência artificial para consumidores. Segundo a empresa, mais de 10 milhões de usuários configuraram agentes pessoais nas seis primeiras semanas após o lançamento, com destaque para aplicações ligadas ao comércio eletrônico, produtividade e criação de conteúdo. A administração vê potencial para transformar o Muse em uma nova avenida de receitas a partir de 2027, por meio de assinaturas, taxas sobre transações e serviços corporativos, reforçando a estratégia de diversificação para além do modelo tradicional de anúncios. Para analistas do Safra, a combinação entre o crescimento resiliente da publicidade, os primeiros sinais de monetização da IA e uma postura mais disciplinada na Reality Labs sustenta uma visão positiva para as ações da empresa.
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