Emissões de carbono da China caem 3,1% com menor demanda por petróleo

As emissões de dióxido de carbono da China, o maior gerador mundial de CO2, caíram 3,1% no 3º trimestre do ano. Este declínio, relatado pelo Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (CREA) finlandês e citado pela Reuters, é atribuído a uma queda de 4% no consumo de petróleo bruto e uma redução ainda mais acentuada de 9% no uso de combustíveis no setor de transporte. O consumo de carvão na China também diminuiu 3,3% no mesmo período, enquanto a redução (desperdício) de energia eólica e solar foi menor. Analistas do CREA observam que a acentuada queda nas emissões de CO2 na China estende uma tendência de 'estabilidade ou declínio' que começou em março de 2024 e já dura mais de dois anos. Adicionalmente, o CREA reportou que a China diminuiu suas importações de petróleo e gás devido à guerra no Oriente Médio, aumentando sua dependência de fontes de energia alternativas como eólica e solar. Estima-se que a China economizou $9,1 bilhões com a redução das importações de petróleo e gás entre março e agosto, segundo o instituto finlandês. O país tem utilizado suas grandes reservas de petróleo bruto, que somam 1,3 bilhão de barris, desde que o conflito no Irã elevou os preços do petróleo acima de $100 por barril. Essa gestão de estoque e a diminuição das importações durante a primavera e o verão foram cruciais para manter os preços de referência do petróleo sob controle, funcionando como um dos principais amortecedores do mercado global desde o início da guerra, apesar das grandes interrupções no fluxo do Oriente Médio.

Análise

A sustentabilidade da queda nas emissões e na demanda chinesa por petróleo dependerá da evolução da atividade industrial e do crescimento econômico da China, bem como de sua política energética para o uso de fontes renováveis. Os próximos relatórios do CREA sobre consumo de energia e emissões, em conjunto com os dados econômicos da China, serão cruciais para confirmar a continuidade dessa tendência. A intensidade e duração do conflito no Oriente Médio também influenciarão a estratégia de importação e uso das reservas chinesas.

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