Juros futuros sobem com cautela antes do 2° turno, apesar de IPCA-15 abaixo do esperado

Os juros futuros avançam no início do pregão desta sexta-feira, o último antes do segundo turno das eleições presidenciais entre o incumbente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A cautela antes da votação no domingo (25) segue o acirramento das intenções de voto entre os dois candidatos nas pesquisas divulgadas recentemente. Ontem à noite, o Datafolha apurou que Flávio tem 47% dos votos totais, contra 46% de Lula, diferença que diminui para 50,5% contra 49,5% quando são considerados apenas os votos válidos, que excluem brancos e nulos. A cautela eleitoral, portanto, se sobrepõe em algum grau aos resultados do IPCA-15 - a prévia da inflação brasileira - de outubro, que subiu 0,32% e ficou abaixo tanto da mediana das projeções coletadas pelo VALOR DATA, de 0,44%, quanto do piso de 0,33%. Além disso, o ambiente externo de nova alta dos preços do petróleo e pressão na renda fixa global contribui para o avanço das taxas brasileiras. Por volta de 9h15, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2028 tinha leve alta de 12,885%, do ajuste da véspera, para 12,915%; a do DI de janeiro de 2029 subia de 12,665% a 12,705%; e a do DI de janeiro de 2031 aumentava de 12,665% para 12,71%.

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