XP rebaixa ações brasileiras mesmo com projeção de Ibovespa a 200 mil pontos no fim de 2027

A XP Investimentos rebaixou sua recomendação para as ações brasileiras, passando de 'compra' para 'neutra'. Além disso, a instituição apontou para um ambiente de mercado mais desafiador, caracterizado por inflação e juros elevados, riscos de revisões para baixo nas projeções de lucro para 2027 e uma desaceleração da atividade econômica. A equipe liderada pelo estrategista-chefe Fernando Ferreira observou que, após a recente desvalorização da bolsa, o mercado brasileiro é negociado a um múltiplo preço sobre lucro (P/L) projetado de 8,2 vezes, um patamar acima das mínimas de 2025, quando atingiu 7,0 vezes. O prêmio de risco do Ibovespa também mostrou melhora, alcançando 4,5%, embora ainda permaneça abaixo da média histórica de 5,3%. Um prêmio de risco maior indica maior atratividade das ações em relação aos títulos de renda fixa. O Índice de Sentimento XP retornou a níveis pessimistas, marcando 18 de 100, mas sem indicar um sinal de 'compra'. A corretora listou nomes de 'alta qualidade que caíram muito' como Sabesp (SBSP3), Rede D'Or (RDOR3), Totvs (TOTS3), Itaú Unibanco (ITUB4) e Cury (CURY3) para investidores que buscam oportunidades. A preferência da XP se mantém em empresas de alta qualidade, boas pagadoras de dividendos e exportadoras, evitando empresas com alta alavancagem. Na carteira de 'Top ações', foram incluídas WEG (WEGE3), JBS (JBSS32) e Caixa Seguridade (CXSE3); a exposição a Rede D'Or (RDOR3) foi aumentada e a de Iguatemi (IGTI11) reduzida. BTG Pactual (BPAC11) e Nu Holdings (ROXO34) foram retirados. Na carteira de dividendos, a participação em Caixa Seguridade (CXSE3) foi elevada e a de B3 (B3SA3) reduzida. Na carteira de small caps, São Martinho (SMTO3) e Vitru Educação (VTRU3) foram adicionadas, e a exposição a Alupar (ALUP11) ampliada, enquanto Vivara (VIVA3), Cogna (COGN3) e LWSA (LWSA3) foram removidas.

Análise

O desfecho da recomendação neutra da XP dependerá da trajetória da inflação e dos juros no Brasil, com a decisão do Copom sobre a taxa Selic em 04/11 sendo um catalisador imediato.

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