Estamos apreensivos, mas caso ueno não afeta, diz Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai

A gerente‑executiva da Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai, Giuliana Garcete, declarou que, apesar da apreensão causada pela crise do ueno bank e pelo pedido de impeachment do presidente Santiago Peña, os problemas na instituição financeira não afetam os empresários que operam no Paraguai. Garcete descreveu o caso como isolado e afirmou que o sistema financeiro tradicional paraguaio permanece sólido, destacando a rapidez com que a situação foi conduzida, incluindo o início de pagamento dos depósitos e a prisão dos envolvidos. Ela citou que o ueno bancarizou pessoas sem conta bancária, sobretudo os cuentapropistas, mas que a situação do banco não afeta a grande população industrial ou empresarial que opera com instituições tradicionais. Entre os 40 associados da Câmara, apenas uma empresa de tecnologia registrou perda de cerca de R$ 40 mil, valor protegido pelo fundo garantidor que cobre depósitos até 75 salários mínimos. Os primeiros reembolsos foram pagos na quinta-feira (5). O dólar, que no início da semana estava a 5.800 guaranis (aprox. R$ 5,10), subiu para 6.700 guaranis (aprox. R$ 5,90) na sexta-feira (6), afetando principalmente o comércio paraguaio, descrito como hub de importação. Garcete enfatizou que o grande fluxo de dinheiro vem da importação de produtos eletrônicos, informáticos e de perfumaria em Ciudad del Este, e que a situação foi resolvida rapidamente, reforçando a confiança nas instituições.

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