O principal mecanismo econômico reside na redução do custo de capital (WACC) para empresas intensivas em investimentos de longo prazo, como as do setor de energia, melhorando a atratividade e a rentabilidade de seus projetos. A melhora do cenário macroeconômico, com juros mais baixos e um ajuste nas contas públicas, tende a atrair capital estrangeiro e doméstico para ativos de risco no Brasil. Em ciclos anteriores de queda de juros, como entre 2016 e 2019, o setor de infraestrutura e energia observou uma reavaliação de múltiplos. Os próximos relatórios de inflação e as decisões do Banco Central sobre a taxa Selic serão cruciais para confirmar essa trajetória de juros. A sustentabilidade dessa queda depende do ajuste fiscal e do controle inflacionário, além da capacidade da Eneva de executar seus projetos e gerenciar o custo de sua dívida.
A próxima decisão do Copom sobre a taxa Selic, com data agendada, e a divulgação do IPCA de X data definirão o ritmo de queda dos juros no Brasil. A continuidade do ajuste fiscal, com a evolução da dívida pública, também será um fator determinante para o custo de capital das empresas.
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