A Leto Capital, fundada com o portfólio de R$22 bilhões da antiga JGP Crédito e liderada por Alexandre Muller, visa captar R$1 bilhão em novos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). A gestora possui 22 operações de fundos de recebíveis atualmente em análise, indicando uma aposta significativa no crescimento do segmento de crédito estruturado no ano. Este aumento na oferta de FIDCs tende a intensificar a concorrência por ativos de qualidade e pela captação de recursos, potencialmente comprimindo os spreads de retorno. Para o investidor brasileiro, a expansão do mercado de FIDCs pode oferecer mais opções de diversificação, porém com a necessidade de avaliação rigorosa do risco de crédito e da menor liquidez inerente a esses produtos. Outras gestoras de fundos de crédito e bancos com atuação nesse segmento podem sentir a pressão competitiva sobre suas margens e volumes de originação. Historicamente, períodos de rápida expansão no mercado de crédito no Brasil, como visto em 2014-2015, foram seguidos por aumentos na inadimplência e perdas em carteiras de recebíveis. O próximo gatilho será o anúncio e a execução das captações dos novos FIDCs da Leto Capital, com monitoramento constante da qualidade dos ativos subjacentes. No médio prazo, o cenário dependerá da resiliência da economia e da taxa de juros básica, que moldarão a capacidade de pagamento dos devedores e a atratividade dos FIDCs.
Nos próximos 6 a 12 meses, espera-se um aumento na oferta de FIDCs no mercado, intensificando a competição por ativos e captação. Os spreads de retorno podem ser comprimidos, e o risco de crédito geral do mercado pode elevar-se se a qualidade dos ativos for sacrificada em nome do volume. Um gatilho para uma piora seria a deterioração do cenário macroeconômico brasileiro ou um aumento inesperado da inadimplência no setor de crédito, que pressionaria a rentabilidade dos FIDCs.
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