Em junho de 2026, as receitas de exportação de combustíveis fósseis da Rússia registraram uma queda de 1% em relação ao mês anterior, atingindo EUR 734 milhões por dia, mesmo com um aumento de 7% nos volumes exportados, o que aponta para descontos significativos nos preços. As receitas de petróleo bruto russo diminuíram 8% no período, enquanto os volumes de exportação cresceram 14%, impulsionados por um notável aumento de 68% nos carregamentos do Mar Negro. Essa dinâmica sugere que a Rússia está priorizando o volume sobre o preço para manter sua participação de mercado em um ambiente de sanções. Simultaneamente, as importações de GNL da França aumentaram 34% mês a mês, refletindo a contínua dependência europeia de fontes alternativas de gás natural após a redução do fornecimento russo por gasodutos. Este cenário impacta diretamente os preços globais de petróleo e gás, com maior oferta russa pressionando o lado do Brent e WTI, enquanto a demanda europeia sustenta o mercado de GNL. Investidores devem monitorar a sustentabilidade desses descontos e a capacidade da Rússia de manter os volumes, bem como o impacto nos balanços das grandes petroleiras e empresas de energia europeias.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado de petróleo deve permanecer sob pressão de baixa, com o Brent ($76.01) testando o suporte de $72-74 se a Rússia mantiver o volume de exportação com descontos. O principal gatilho de alta seria uma redução inesperada da oferta russa ou um aumento significativo da demanda global. Para o gás natural, a demanda europeia, impulsionada pelas importações de GNL da França, deve sustentar os preços e beneficiar as empresas de energia europeias no médio prazo (3-6 meses).
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