Em 6 de novembro de 2026, o governo italiano confirmou que Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) e seus irmãos Eduardo e Carlos obtiveram a cidadania italiana em apenas 58 dias após a entrega da documentação na Embaixada da Itália em Brasília. A informação, veiculada pela Folha de S. Paulo, gerou reação da oposição ao governo de Giorgia Meloni, que anunciou a intenção de solicitar investigação judicial sobre possível favorecimento à família do ex‑presidente Jair Bolsonaro. A subsecretária de Relações com o Parlamento, Matilde Siracusano, respondeu a um requerimento do deputado Angelo Bonelli (Aliança Verde e de Esquerda) no plenário da Câmara dos Deputados da Itália, afirmando que os documentos estavam completos e que o procedimento seguiu as regras vigentes de cidadania por descendência. Os pedidos foram feitos entre dezembro de 2020 e outubro de 2021; a análise conjunta foi concluída em 5 de janeiro de 2023, quatro dias após a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Bonelli questionou a rapidez do processo, citando esperas de até dez anos em outros consulados e apontando possíveis interferências políticas, inclusive a proximidade da família Bolsonaro com o vice‑primeiro‑ministro italiano Matteo Salvini.
A definição do desfecho dependerá da conclusão da investigação judicial solicitada pela oposição italiana, cujo relatório deve ser publicado até o final de dezembro de 2026, bem como de eventuais declarações oficiais do Ministério das Relações Exteriores da Itália sobre procedimentos consulares.
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