Ibovespa ganha força na reta final antes do 2º turno com sondagens eleitorais e avanço de blue chips

Após passar a maior parte da manhã oscilando entre perdas e ganhos, o Ibovespa conseguiu suporte para adotar uma tendência única durante a tarde, ganhando tração na reta final do pregão que antecede o segundo turno das eleições presidenciais. Segundo participantes do mercado, a intensificação dos ganhos nas últimas horas da sessão foi alimentada por sondagens mais favoráveis a uma vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL), combinadas a rumores em torno de pesquisas internas do PT que teriam mostrado um aumento da vantagem do candidato bolsonarista em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que elevou o apetite a risco dos investidores. Ao mesmo tempo, "calls" feitas por bancos com uma perspectiva mais otimista sobre uma eventual vitória da posição ajudaram a incrementar o bom humor no mercado local. Assim, após tocar os 203.428 pontos na mínima do dia, o Ibovespa encerrou em alta de 0,47%, aos 205.083 pontos, sendo que chegou a encostar nos 205.757 pontos, na máxima intradiária. Na semana, o índice recuou 0,17%. O avanço da maior parte das blue chips, com exceção das units do Santander, também ajudou a elevar os ganhos do índice. O destaque ficou para a valorização de 3,34% das ON do Banco do Brasil. Já as PN da Petrobras subiram 1,47%, ao passo que as ON da Vale ganharam 0,67%. Após passar a maior parte do dia em território negativo, as ações do Bradesco encerraram em alta: as PN ganharam 0,74%, enquanto as ON avançaram 0,84%. O banco apresentou ontem o seu balanço do terceiro trimestre. O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 30,7 bilhões e de R$ 43,9 bilhões na B3. Já em Wall Street, o Dow Jones cedeu 1,23%; o S&P 500 recuou 0,52%; e o Nasdaq perdeu 0,21%.

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