JSL vale menos que dois anos de caixa após eleição; 'negócio tem robustez', diz CFO

No dia 26 de outubro, primeira sessão após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, a ação JSLG3 caiu 50,32%, para R$ 6,16, entre as maiores quedas da B3 e acionou o circuit breaker, que interrompe negócios quando o Ibovespa cai 10%, pela primeira vez desde março de 2020. A ação havia subido 53% entre 2 e 9 de outubro, de R$ 8,39 para R$ 12,84, antes de recuar para R$ 5,26 em 29 de outubro, queda de 9,62% no dia, deixando a empresa avaliada em cerca de R$ 1,5 bilhão. O CFO Eduardo Cordeiro Nauck declarou que a reeleição não altera a estratégia da companhia, que tem 70 anos e já enfrentou ciclos políticos e econômicos. Ele reafirmou a projeção de R$ 21,4 bilhões de receita bruta em 2030, divulgada em julho, como não condicionada ao cenário político. No 3º trimestre, a JSL firmou R$ 2,8 bilhões em novos contratos, o maior volume em um único trimestre. A dívida líquida em junho era de R$ 5,4 bilhões; a relação dívida líquida/EBITDA caiu de 3,0 para 2,6 no 3º trimestre, evidenciando desalavancagem contínua há seis trimestres. O CFO destacou que para cada ponto percentual de queda na taxa de juros a empresa economiza cerca de R$ 60 milhões em juros, gerando aproximadamente R$ 40 milhões a mais de lucro. A empresa também reduz exposição ao combustível, pois contratos de diesel possuem cláusulas de reajuste automático que repassam aumentos ao cliente.

Análise

A decisão do Banco Central sobre a taxa de juros em 15 de novembro, que pode confirmar ou afastar a expectativa de aumento, definirá se a pressão de mercado sobre a JSL se mantém ou alivia.

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