O preço do GNL bunker em Rotterdam registrou uma alta de $67/mt, atingindo $1,346/mt, enquanto o contrato de gás natural holandês TTF subiu 1% para $23.63/MMBtu na última semana. Este movimento é impulsionado por tensões no Oriente Médio, que apertam a oferta global de gás e elevam os custos de transporte e energia. Produtoras de gás como EQNR.OL e transportadoras de GNL como GLNG tendem a se valorizar, enquanto companhias aéreas como AZUL4 e utilities como CPFE3 enfrentam pressão de custos. Para o investidor brasileiro, o impacto é indireto via custos de importação de energia e potencial depreciação do BRL, afetando o IBOV em setores sensíveis. Um paralelo histórico relevante é a crise energética europeia de 2022, onde a restrição do gás russo levou a aumentos de mais de 300% no TTF, gerando inflação e recessão. Os próximos eventos a monitorar incluem a evolução das tensões no Oriente Médio e a divulgação do próximo contrato futuro do TTF, esperado para os próximos dias. No médio prazo, se as tensões persistirem, os preços do gás podem se manter elevados, pressionando a inflação e incentivando investimentos em energias alternativas.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços do gás natural se mantenham elevados, com o TTF holandês testando a resistência de $25/MMBtu, especialmente se as tensões no Oriente Médio persistirem. O principal gatilho de aceleração seria qualquer notícia de interrupção no Estreito de Ormuz ou ataques a infraestruturas de energia. No médio prazo (1-3 meses), a demanda por GNL e a busca por segurança energética podem sustentar os preços acima de $23/MMBtu, impactando a inflação global e incentivando investimentos em fontes de energia alternativas.
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