Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA recuaram em 6.000 para 206.000 na semana encerrada em 15 de agosto, conforme dados do Departamento do Trabalho. Este patamar, próximo a mínimas históricas, sugere um mercado de trabalho resiliente com poucas demissões, mantendo a pressão salarial e a demanda agregada. A força do mercado de trabalho pode reforçar a postura hawkish do Federal Reserve, impactando negativamente ativos de crescimento como QQQ e TSLA, enquanto favorece bancos como JPM. Para o Brasil, a manutenção de juros altos nos EUA pode pressionar o USDBRL para cima e limitar o espaço para cortes mais agressivos da Selic, afetando positivamente exportadores como VALE3 e SUZB3. Em 2022, durante picos de inflação e mercado de trabalho aquecido, dados de emprego fortes levaram o Fed a aumentar a taxa de juros em 75 pontos-base por quatro reuniões consecutivas, impactando negativamente o S&P 500 em aproximadamente 20% no ano. O próximo dado crucial a monitorar será o relatório de payroll (NFP) em 4 de setembro, que fornecerá uma visão mais ampla sobre a criação de empregos e salários. No médio prazo, a persistência de um mercado de trabalho apertado, apesar dos juros elevados, sugere que a inflação pode demorar mais a convergir para a meta do Fed, mantendo a volatilidade nos mercados.
Nas próximas 4-6 semanas, se os dados de emprego continuarem robustos, o mercado precificará uma maior probabilidade de manutenção ou até elevação dos juros pelo Fed, com o QQQ podendo testar o suporte de $700 e o DXY se aproximando de 100.00. O principal gatilho será o relatório de payroll de setembro, que pode confirmar ou refutar a resiliência do mercado de trabalho.
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