Jason Miller em foto com Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, em 2022 Reprodução/X O empresário Jason Miller, oficial de comunicações da Casa Branca, já prestou depoimento à Polícia Federal (PF) em 2021, no âmbito de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apurava atos antidemocráticos relacionados ao 7 de setembro. O nome de Miller voltou a circular na imprensa brasileira após os jornais americanos The Wall Street Journal e o The New York Times revelarem que o empresário ajudou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a fugir do Brasil para os Estados Unidos. Segundo a reportagem do NYT, publicada nesta quinta-feira (29), Miller conseguiu o jato que trouxe o candidato à Presidência derrotado da Argentina até Miami, na Flórida. O empresário não se manifestou sobre o assunto. Em 2021, Miller foi abordado por policiais no aeroporto internacional de Brasília. Ele desembarcou na capital federal antes de ir à Conferência de Ação Política Conservadora (Cpac) naquele ano, em setembro. A oitiva foi determinada pelo ministro da Corte Alexandre de Moraes. Na ocasião, a PF suspeitava que métodos semelhantes aos utilizados na invasão do Capitólio, em Washington, poderiam ser usados no Brasil. O inquérito dos atos antidemocráticos havia sido aberto em abril de 2020 para investigar aliados do então presidente Jair Bolsonaro envolvidos com as manifestações que defendiam o fechamento do STF, do Congresso e a volta da ditadura militar. O caso foi arquivado em julho de 2021, mas novos procedimentos foram abertos diante da presença de outros indícios de crimes contra o Estado Democrático de Direito. Naquele mesmo mês de setembro, Miller ainda foi recebido por Bolsonaro, e pelo seu filho, então deputado Eduardo Bolsonaro no Palácio da Alvorada, em um domingo. Na passagem pelo Brasil, o empresário também se reuniu com o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo e com o ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Filipe Martins. Miller é dono da rede social Gettr, criada após a invasão do capitólio em 6 de janeiro de 2021, quando várias plataformas baniram os perfis de Donald Trump, junto de alguns apoiadores por disseminação de conteúdo extremista.
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