Em reunião online realizada no domingo, os sete membros principais da Opep+ – Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã – mantiveram inalteradas as metas de produção de petróleo para dezembro, confirmando que novos ajustes nas políticas não ocorrerão até o próximo ano. O cartel informou que, apesar de alguns países do Golfo terem aumentado as exportações, a maioria ainda produz abaixo de suas metas. A Opep+ é composta pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, incluindo a Rússia; apenas os sete membros – mais os Emirados Árabes Unidos, até sua saída da Opep em maio – participaram das decisões mensais de produção nos últimos anos. Todos os 21 membros se reunirão em 29 de novembro para definir as cotas de 2027. Os preços do petróleo subiram mais de 2% na sexta‑feira, com o Brent fechando quase US$ 118 o barril, o maior valor desde abril, enquanto investidores se preparavam para uma possível escalada na guerra com o Irã após as eleições de meio de mandato nos EUA. A Agência Internacional de Energia e outros especialistas alertaram para um possível excesso de oferta em 2027, caso o fluxo de gás no Golfo do México retorne ao normal. O grupo precisa concluir uma revisão da capacidade de produção de seus membros durante o 4º trimestre antes de definir as metas para 2027, que determinarão as cotas futuras e moldarão os planos para reverter os cortes de produção. A guerra com o Irã interrompeu projetos de expansão da capacidade produtiva no Oriente Médio, gerando incertezas nas estimativas do potencial de produção futuro.
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