A Justiça de São Paulo aprovou o prosseguimento do processo de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia (BHIA3). Em decisão publicada nesta quarta-feira (21), a juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira aceitou dar andamento ao pedido após análise dos requisitos legais e documentação apresentada. No entanto, houve a identificação de pendências, como a ausência de demonstrações de fluxo de caixa de 2023 para quatro empresas e a apresentação de projeções financeiras apenas consolidadas. A Justiça permitiu que o processo avance, mas determinou a complementação dos documentos, sob pena de revogação da decisão que autorizou o processamento. A juíza manteve ainda o chamado stay period, que suspende determinadas execuções e atos de cobrança contra as empresas. O prazo original de 180 dias foi contado a partir de 19 de agosto de 2026. A decisão determinou que a AJ Ruiz Consultoria Empresarial fique responsável por fiscalizar as atividades das empresas, acompanhar suas informações financeiras e apresentar relatórios mensais. Recuperação judicial da Casas Bahia O pedido de recuperação judicial teve aprovação do conselho de administração da companhia em meados de agosto, em meio a um cenário de deterioração das condições econômico-financeiras. A varejista atribuiu a situação, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro. O pedido ocorreu após a empresa publicar os dados referentes ao segundo trimestre de 2026 (2T26), que mostrou um prejuízo de R$ 10,1 bilhões no período. De acordo com a varejista, o resultado foi impactado em R$ 9,1 bilhões por eventos não recorrentes, como contratos não performados, baixa de ativos, gastos com reestruturação e Imposto de Renda (IR) diferido. Em termos ajustados, o prejuízo da Casas Bahia foi de R$ 978 milhões, um avanço de 76% na comparação anual. Já a receita líquida da varejista foi de R$ 6,97 bilhões, crescimento de 1,6%, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado ficou em R$ 518 milhões, queda de 9,4%. Por dentro dos mercados Receba gratuitamente as newsletters do Money Times OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.
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