IPCA-15 surpreende com alta de 0,70% em setembro, revertendo deflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,70% em setembro, contrastando com o recuo de 0,40% observado em agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa reversão do cenário deflacionário para uma inflação acelerada indica que as pressões de custo e demanda persistem, desafiando a narrativa de desinflação e elevando as expectativas de juros. A aceleração da inflação pode levar o Banco Central do Brasil a adotar uma postura mais cautelosa na condução da taxa Selic, impactando a renda fixa e o custo de capital para empresas domésticas. Em 2015, o IPCA-15 também registrou alta inesperada de 0,99% em setembro, levando o Banco Central a manter a Selic elevada por mais tempo, impactando negativamente o crescimento do PIB em 2016. O próximo dado crucial a monitorar será o IPCA cheio de setembro e a ata da próxima reunião do Copom, que fornecerão mais clareza sobre a visão do Banco Central. No médio prazo, se a inflação persistir acima das metas, o cenário para o mercado de ações doméstico e para o crescimento econômico brasileiro pode se deteriorar, com juros reais mais altos por mais tempo.

Análise

Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deverá precificar um cenário de juros mais altos e cortes mais lentos da Selic, com os contratos DI1F27 e DI1F29 subindo. O principal gatilho de curto prazo será a divulgação do IPCA cheio de setembro e a ata do Copom. Se a inflação se mostrar mais resiliente do que o esperado, o Ibovespa pode testar níveis de suporte, e o USDBRL pode se aproximar de R$5.25.

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real