Carlos Carvallo, presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), apresentou sua renúncia na terça-feira. A decisão ocorre simultaneamente à intervenção do BCP no banco digital ueno, motivada pela identificação de uma insuficiência no índice de solvência da instituição. Carvallo havia presidido o banco ueno até agosto de 2023 e, juntamente com o BCP, vinha enfrentando pressão sobre a supervisão da instituição e suas conexões políticas. Ele permanecerá no cargo enquanto os procedimentos envolvendo o banco ueno tramitam, declarando que seu afastamento ajudará a "acalmar a controvérsia" e permitirá que o BCP e a Superintendência de Bancos realizem seu trabalho sem disputas. O ueno, controlado majoritariamente pelo Grupo Vazquez, atende cerca de 3 milhões de clientes e gerencia aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos no Paraguai. O BCP informou que o processo de resolução visa proteger os depositantes e a estabilidade financeira, classificando o caso como isolado e sem indicar problemas sistêmicos. Parlamentares paraguaios vinham defendendo a destituição da alta cúpula do banco central, rejeitando um relatório sobre a instituição que consideravam incompleto.
Adicionalmente, a rapidez e a credibilidade na nomeação do novo presidente do Banco Central do Paraguai serão cruciais para restaurar a confiança. A declaração do BCP de que o caso é isolado precisará ser confirmada pelos fatos e pela ausência de eventos semelhantes em outras instituições financeiras do país.
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