Os inventários de produtos de petróleo no hub de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, dispararam um recorde de 59% na semana encerrada em 21 de setembro, atingindo 10,296 milhões de barris, o maior volume em cinco meses desde abril. Este aumento substancial nas reservas sugere um cenário de excesso de oferta de combustíveis refinados ou uma demanda global mais fraca do que o esperado, o que tende a exercer pressão de baixa sobre os preços do petróleo bruto e seus derivados. Para o investidor brasileiro, a potencial redução nos preços do petróleo pode aliviar pressões inflacionárias e sobre o câmbio, contribuindo para um ambiente de juros mais estáveis. Um paralelo histórico pode ser traçado com o acúmulo de estoques em Cushing, EUA, em 2015, que precedeu uma queda de cerca de 30% nos preços do WTI em três meses devido à desaceleração econômica. Os próximos relatórios semanais de estoques da EIA (EUA) e o relatório mensal da OPEP serão cruciais para confirmar as tendências de demanda e oferta. No médio prazo, se a demanda global por combustíveis não se recuperar, a pressão sobre os preços do petróleo pode persistir, impactando os investimentos em novos projetos de exploração.
Espera-se uma pressão contínua de baixa sobre os preços do petróleo nas próximas 4-8 semanas. Os principais gatilhos a monitorar são os relatórios semanais de estoques da EIA nos EUA e o relatório mensal da OPEP, que podem confirmar ou refutar a tendência de excesso de oferta. Se o Brent ($98.77) quebrar o suporte de $95, pode testar a faixa de $90-92, exacerbando o impacto negativo sobre as produtoras de petróleo.
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