IGP-M cai 0,22% em agosto; pressão agropecuária e construção freiam deflação

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou uma queda de 0,22% em agosto, uma desaceleração em relação à retração de 1,16% observada em julho, superando a expectativa de mercado de -0,25%. Essa menor deflação foi impulsionada por uma alta nos preços de produtos agropecuários e nos custos da construção civil, que compensaram outras quedas e indicam pressões inflacionárias setoriais. A desaceleração da queda do IGP-M impacta diretamente contratos de aluguel e concessões indexadas, potencialmente elevando reajustes. Para o investidor brasileiro, um IGP-M menos deflacionário reduz a pressão sobre a Selic para cortes mais agressivos e pode beneficiar empresas ligadas ao agronegócio e construção. Em 2020, o IGP-M registrou alta expressiva, influenciando reajustes contratuais e gerando debates sobre sua relevância como indicador único para aluguéis. O próximo dado a monitorar será a divulgação do IPCA em meados de setembro, que fornecerá uma visão mais ampla da inflação ao consumidor e sua relação com a política monetária. No médio prazo, a persistência de pressões em setores como agropecuária e construção pode manter o IGP-M em patamares próximos à estabilidade, impactando a rentabilidade de ativos atrelados à inflação.

Análise

Nas próximas 4-6 semanas, o mercado monitorará novos dados de inflação, como o IPCA, para confirmar se a desaceleração da deflação do IGP-M é pontual ou indica uma tendência de estabilização. Se o IPCA seguir a mesma tendência, o Banco Central pode reconsiderar a velocidade dos cortes da Selic, impactando ativos de crescimento e renda fixa.

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