Em 30 de outubro de 2026, o governo federal realizou na B3, Bolsa de Valores de São Paulo, um leilão de transmissão de energia elétrica organizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O certame prevê R$ 8,9 bilhões em investimentos, 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão e 20,3 mil empregos durante a execução das obras. Os empreendimentos, com duração contratual de 30 anos, deverão entrar em operação entre 42 e 60 meses após a assinatura dos contratos. O leilão abrange projetos nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo, incluindo a continuidade de 483 quilômetros de linhas existentes. O maior conjunto de empreendimentos, localizado em Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná, concentra R$ 4,113 bilhões em investimentos, 1.167 quilômetros de linhas e previsão de 8.225 empregos. O Ministério de Minas e Energia (MME) destacou que as obras reforçarão o atendimento ao Mato Grosso do Sul e ampliarão a capacidade de escoamento da geração de energia. Em São Paulo, um projeto voltado à Região Metropolitana prevê R$ 1,071 bilhão em investimentos, 45 quilômetros de linhas e 2.676 empregos. No Paraná, outros dois projetos somam R$ 1,46 bilhão, 177 quilômetros de novas linhas e 3.336 empregos, beneficiando a Região Metropolitana de Curitiba e as regiões Oeste e Sudoeste do estado. No Nordeste, os empreendimentos exclusivos da Bahia e da Paraíba representam R$ 1,16 bilhão em investimentos, 351 quilômetros de linhas e 3.132 empregos, ampliando a capacidade de atendimento ao Sul e Centro-Sul da Bahia e ao Sertão paraibano. Outro projeto que conecta Bahia e Goiás prevê R$ 317 milhões em investimentos, 126 quilômetros de linhas e 792 empregos. Em Rondônia, estão previstos R$ 753,2 milhões em investimentos e a geração de 2.151 empregos, visando ampliar a estabilidade do sistema de transmissão que atende Rondônia e Acre.
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