Colapso do ueno bank gera renúncias e ação de jogadores paraguaios

Os jogadores da seleção de futebol do Paraguai divulgaram, na quarta‑feira (4), uma carta de solidariedade aos correntistas do ueno bank, afirmando que alguns deles são atletas da equipe. O banco digital, que possui mais de 2,9 milhões de clientes, foi alvo de intervenção do Banco Central do Paraguai na terça‑feira (3), com suspensão imediata de todos os serviços, impedindo operações em caixas eletrônicos e acesso online. O escândalo de fraude provocou a renúncia do presidente do país, Santiago Peña, na quinta‑feira (5), que havia sido investidor da holding do ueno até março de 2025, bem como a renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, na terça‑feira (3). O ueno administra US$ 850 milhões (cerca de R$ 4,7 bilhões) em recursos públicos, incluindo fundos do Instituto de Previdência Social, e seu índice de solvência recuou para 5,56%, menos da metade do mínimo regulatório de 12 %. O documento, compartilhado pelo capitão Gustavo Gómez (Palmeiras) e outros atletas, pede ação contundente da Justiça e anuncia que dez jogadores podem entrar com ação coletiva contra o banco.

Análise

A decisão que definirá o desfecho será a ordem judicial de recuperação ou liquidação do ueno bank, que deverá ser emitida no prazo de 30 dias a partir da data de intervenção, junto com a publicação dos termos de reestruturação pelo Banco Central paraguaio.

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