O ouro recuou para $4093.20 em resposta a ataques do Irã, que intensificaram os temores de inflação globalmente. A escalada geopolítica no Oriente Médio, particularmente as ações do Irã, tende a elevar os preços do petróleo (Brent em $79.36 e WTI em $74.58), o que se traduz em maior pressão inflacionária. Essa dinâmica geralmente leva a expectativas de juros mais altos pelos bancos centrais, penalizando ativos que não rendem juros como o GLD, enquanto beneficia empresas de energia como XOM e PETR4. Para o investidor brasileiro, o cenário sugere um real mais volátil (USDBRL em 5.1075) e pressão sobre o IBOV (177,866) devido à inflação importada e juros globais mais altos, embora o setor de commodities possa ter algum suporte. Historicamente, conflitos no Oriente Médio, como a Guerra do Golfo em 1990, levaram a picos de inflação e subsequente alta de juros, com o ouro oscilando e o petróleo subindo ~60% em 3 meses. O próximo gatilho crítico é a divulgação do CPI e quaisquer comentários de Warsh, que podem sinalizar a direção da política monetária. No médio prazo, se a tensão geopolítica persistir e a inflação for controlada com juros mais altos, o ouro poderá permanecer sob pressão, enquanto ativos ligados a commodities podem ver suporte.
Nas próximas 2-4 semanas, o ouro (atualmente em $4093.20) deve permanecer sob pressão, podendo testar suportes em $4000 se o CPI superar as expectativas e a retórica geopolítica escalar. Por outro lado, o Brent ($79.36) tem potencial para testar $85-90. Os gatilhos incluem a divulgação de dados de inflação e novas declarações de autoridades monetárias sobre a política de juros.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real