Segundo o diretor‑presidente da Adnoc, a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã interrompeu o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, levando a uma redução das reservas globais de segurança. O consumo de quase 1 bilhão de barris de petróleo dos estoques globais desde o início do conflito é citado. Os estoques de diesel em algumas regiões atingiram os níveis mais baixos em 35 anos para esta época do ano, enquanto outras registram déficit de oferta de gás natural liquefeito (GNL) de 600 bilhões de pés cúbicos. Os preços do diesel dispararam para máximas históricas, representando ameaça de aumento da inflação e custo de vida. Al Jaber destacou a necessidade de ampliar capacidade de armazenamento estratégico, aumentar estoques de derivados e construir infraestrutura logística avançada. Os custos de transporte marítimo e logística passaram a representar 30 % do custo de um barril de petróleo, antes 5 % antes da guerra. O Brent está em torno de US$ 110 por barril, alta de cerca de 50 % em relação a fevereiro. A AIE liberou mais de 20 milhões de barris de diesel no mercado, além de qualquer volume de petróleo remanescente da liberação recorde de reservas emergenciais anunciada em março, com o objetivo de ampliar a oferta e conter a disparada dos preços. Amin Nasser, diretor‑presidente da Saudi Aramco, afirmou que restavam menos de 6 bilhões de barris em estoques comerciais, a maior parte não disponível para utilização.
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