Lara Resende nega reunião com Lula e culpa notícia de plantação

Em entrevista à BBC News Brasil, o economista André Lara Resende negou ter sido convidado para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que a notícia sobre um possível encontro foi plantada para prejudicar integrantes do governo que apoiam sua proposta de mudança na política monetária. Resende declarou que não tem contato nem compromisso marcado com o presidente e descartou interesse em assumir cargo no quarto mandato do petista. O debate surge após a publicação, em setembro, de um artigo do próprio economista propondo a criação do Conselho Fiscal e Monetário Nacional (CFMN), órgão que definiria diretrizes de longo prazo para a coordenação das políticas fiscal e monetária. O texto ganhou projeção quando a deputada Gleisi Hoffmann (PT) o compartilhou nas redes sociais em 28 de outubro, gerando especulações sobre uma eventual mudança de orientação econômica. Na quarta‑feira (4), o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo o ciclo de cortes iniciado quando a taxa estava em 15%. Resende sugeriu, em seu artigo, uma redução gradual da Selic para aproximadamente 7,5% ao ano ao longo de 12 meses, mas afirmou que o percentual é indicativo e dependeria das condições econômicas observadas durante a implementação do novo modelo. A criação do CFMN ainda depende de aprovação do Congresso e não foi formalmente apresentada pelo governo.

Análise

A decisão do Congresso sobre a aprovação ou rejeição do Conselho Fiscal e Monetário Nacional (CFMN) definirá se haverá um novo mecanismo institucional de coordenação fiscal‑monetária; a votação está prevista para o próximo plenário, a ser realizado em dezembro de 2026.

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